Uma bateria é bom, duas é melhor: Thinkpad X270
Há quase três anos, em Janeiro de 2024, eu havia comprado um Thinkpad: O L390. Inicialmente, seria um notebook para viagens e com potencial para substituir o meu velho Inspiron, que naquela altura do campeonato já tinha sete anos de uso.
Levei ele para algumas viagens, a Tela do Inspiron começou a dar problemas e eventualmente, o Thinkpad virou o meu principal e fiz um belo upgrade nele. Depois disso, os preços de memórias e SSDs dispararam feito um foguete.
Apesar da tela com problemas, o Inspiron funcionava. Quando queria, claro. E no começo de 2026, a tela dele morreu.
Porém, depois de alguns meses, revivi o meu velho Inspiron dos Mortos, pois eu precisava de algo para viagens e para o curso que eu tinha começado a fazer, e não iria arriscar levar o meu notebook principal para isso, porém duas coisas atrapalharam esse objetivo: O Teclado do Inspiron 5558 e o Tamanho dele.
Bom, levar um notebook de 15,6" em uma mochila, não é algo lá muito fácil: Em muitas mochilas, ele não cabe e nas que cabe, limita muito o espaço. Assim, eu gostaria de algo menor, mais leve e com uma bateria que durasse muito, e assim cheguei num outro Thinkpad: O X270.
As Outras Opções
Eu estava em busca de um notebook secundário, desde mais ou menos Julho. Eu iria começar o meu curso e gostaria de ter alguma coisa para organizar as minhas anotações e dar andamento em algum projeto que eu estivesse fazendo naquele momento.
Inicialmente, eu tinha esses modelos em mente:
- Positivo Master N1110
- Sony Vaio 31311x
- HP Pavillon DM1
- Thinkpad X100e
Todos eram netbooks. A maioria, mais antigos e de recente, apenas o da Positivo. O que esbarrava em algumas coisas: Desempenho, Peças e Bateria.
O Sony e o HP eram baseados em processadores AMD da Série C/E, que eu só recomendaria para o meu pior inimigo, o Thinkpad X100e era baseado num Athlon Neo, um processador single-core da AMD e o Positivo era baseado num Celeron Dual Core.
Eu queria algo para realmente ficar longe da tomada, poder fazer uogrades e que fosse fácil de encontrar peças.
Depois que vi o X100e, pensei: Por que não um Thinkpad? Eu gostei dessa linha. E inicialmente, me veio em mente dois modelos: O X61 (que vi numa loja de Informática, por uns R$ 600) e o X270, que é o antecessor do X280, modelo que considerei comprar, na época em que comprei o meu L390.
Mas não comprei imediatamente. Acabei consertando o meu Velho Inspiron, dando uma sobrevida a ele, enquando juntava uma grana para o X270, que eu queria comprar, e até que me veio promoções de outros dois modelos: Um X230 e um X260.
Até que veio um anúncio realmente muito bom do X270 que eu estava procurando e num valor realmente muito bom. Sendo assim, comprei ele.
Unboxing
O Notebook veio num pacote bem pequeno, e me surpreendeu a leveza do próprio pacote. E ao abrir o pacote, veio apenas o Notebook e o Carregador com saída Slim-Tap. E ambos são surpreendentemente leves.

E esse é o Thinkpad X270. Por ser um notebook que comprei usado, ele tem algumas marcas de uso que são mais visíveis sob a luz. Aliás, essas marcas de uso estão por toda a parte externa do notebook.

Como em todo Thinkpad até o X270, ele tem duas baterias. A primeira sendo interna e a segunda, uma externa que pode ser de 24, 48 ou 72 Wh. No caso do meu, ele veio com uma de 24 Wh e que é surpreendentemente fina.

E mal esperei e já liguei ele para testar. Ele veio com o Windows 10, mas aparentemente sem os Drivers e Programas da Lenovo. Um Windows 10 bem limpo.

E claro, não perdi tempo e instalei o Linux nele. Mais especificamente o Void com o meu novo Nippybox, o que foi meio penoso, já que eu fiz o Script de instalação às cegas, sem saber muito o que tinha ou não nos repositórios do Void.

E como ele tem um SSD de apenas 120 GB, acabei organizando esse particionamento:
/boot/efi: 1 GB/: 20 GB/home: 65 GBSwap: 24 GB
E por que uma Swap tão grande, mesmo com um disco tão pequeno? Resolvi colocar 3 vezes a RAM que tenho instalada, porque quero usar a hibernação.
Alguns detalhes do X270
Sendo o X270, um notebook de 12,5", ele é realmente bem pequeno e ele tem uma boa quantidade de portas. No lado Esquerdo, ele tem a porta Slim-Tap (que é o carregador padrão dele), a saída de ventilação do Cooler, o USB-C (que também serve para carregar o notebook), o HDMI e o USB-A.

E já no lado Direito, ele tem a Trava de Segurança, a Porta Ethernet (completa, não o Adaptador como o L390 exige), o Slot para SIM Card (Ele tem suporte a Rede Celular, por meio de uma placa WWAN), o Slot de SD Card (no tamanho completo), a outra USB-A e o P2 para Fones de Ouvido.

Na Parte Inferior, tem o Slot da Bateria e a porta para a Doca. O que é algo bem legal desses modelos, já que isso estende bastante a quantidade de portas e isso é algo que eu posso comprar futuramente. Talvez.

E por fim, por dentro. O Teclado do X270 é muito parecido com o do meu L390. Tem as mesmo leiaute das teclas essenciais, tem o Trackpoint entre as teclas G, H e B, os botões do Trackpoint e o Touchpad. Além disso, o teclado do X270 é extremamente confortável, como no L390.

Porém, as semelhanças acabam aí. O Caps Lock do X270, não tem a luz indicadora que tem no L390, a Luz Indicadora do FnLock fica na tecla Fn (e não no Esc, como no L390), o Insert virou uma tecla de Função no End e algumas teclas são menores.
Experiência com o Void Linux
Eu já estou usando o Void Linux nos meus dois notebooks: No Thinkpad L390 e no meu Inspiron 5558.
No Thinkpad, estou usando verdadeiro Frankstein: Inicialmente, era um Void com XFCE, com aquele meu Ricing do newlook, depois acabei instalando o Cinnamon e por fim, voltei para o Openbox, mas com o Nippybox Antigo.

E já no Inspiron, resolvi instalar o Openbox e reviver o Nippybox. E pra mim, o Desktop realmente ficou bem agradável.

E por que não, instalar o novo Nippybox no novo notebook? É um ambiente bem agradável pra mim, que realmente economizaria bateria, por usar muito pouco processamento e a CPU poder ficar mais ociosa enquanto digito os posts, ou algum outro código.
E a instalação do Nippybox no novo Notebook foi um pouco torturante, pois eu tive que corrigir o Script de instalação enquanto eu estava instalando, principalmente por ter pacotes que havia esquecido de verificar se existiam no Void.
Outra coisa que percebi, foram alguns módulos do Python que não existem nos repositórios. Nesse caso, tive que realmente usar o pip --break-system-packages para poder instalar esses poucos módulos que faltaram. E provavelmente, terei que corrigir isso no Script.
E o sistema está rodando como deveria: Bem rápido, responsivo e leve. Como deveria ser. E provavelmente, tem mais coisas a serem configuradas? Com certeza. Usar o Void nas primeiras semanas é ser como Sísifo: Quando achou que terminou de configurar, e vai usar alguma outra coisa, descobre que faltou configurar aquilo.

Experiência com a Bateria
Claro, o Nippybos precisou de mais algumas pequenas adaptações. Como na Polybar e no Conky em que, por padrão, eles exibem os dados de apenas uma das baterias, geralmente a BAT0. Sendo assim, tive que modificar ambos para encaixar as duas baterias.
Primeiramente, coloquei dois módulos, um para cada bateria. Eu achei que a Polybar ficou realmente bem poluída. Além de ter um problema: Mesmo que uma das baterias não estivesse sendo usada, ela ficaria ali, ocupando espaço, com um tempo de (00:00). Eu não gostei disso.

E assim, fui buscar deixar esse Módulo mais compacto. Até que pedi para o Gemini um código que servisse pra isso, E isso foi feito. Claro, fiz algumas modificações no código, pois notei que antes da BAT0 começar a descarregar, a BAT1 desce até os 5%. E fiz com que a BAT1 fosse exibida apenas quando estivesse acima dos 6%.

Mas, esse módulo ainda estava bastante poluído e achei que ficou um pouco confuso. Ocuparia menos espaço do que os dois módulos de Bateria da Polybar? Sim. Mas eu sabia que conseguiria melhorar.
Sendo assim, simplifiquei. O Módulo da Polybar iria exibir somente a Carga Total, junto com o Estado (Carregando ou Descarregando), Tempo Restante e a Taxa de Carregamento/Consumo. E isso realmente me agradou bastante.

E outra surpresa, foi na hora de carregar. Notei um comportamento que, à primeira vista, me pareceu bem estranho: Se as duas baterias estão descarregadas, ele carrega a Bateria Interna até os 79%, e começa a carregar a Bateria Externa, e quando ela chega aos 90%, o carregamento fica dolorosamente lento, e assim segue até carregar completamente.
Depois volta a carregar a Interna até os 100%, com uma velocidade normal. Mas isso, parece ser normal nesses notebooks com duas baterias.
Concluindo
Posso dizer que, ao menos nesse primeiro momento, o X270 é um notebook que me agradou bastante, e ele é bastante honesto. Entrega bem o que promete e tem uma boa autonomia, mesmo que a Bateria Interna de 24 Wh esteja com apenas 68% de suas capacidade e a Externa de 24 Wh esteja com 89% de sua capacidade, o que dá apenas 37 Wh de Bateria. E ele tem um consumo realmente baixo, chegando a consumir menos de 2 Wh em Idle, o que é realmente pouco.
E pretendo trocar a Bateria Interna por uma nova, em algum momento, e o bom é que ele compartilha Baterias com o X240, X250 e o X260 para a Interna. O que torna a procura bem mais fácil.
E quando a Externa, o X270 compartilha com o X240, T440, X250, T450, X260, T460, T470 e o T480, com versões de 24, 48 e 72 Wh e pretendo comprar uma de 48 Wh ou uma de 72 Wh. Provavelmente levarei horas para carregar a bateria? Sim, mas também ficarei bastante tempo longe da tomada.
E quanto ao Hardwarem a única coisa que acho que vai me apertar no uso, será o SSD minúsculo de 120 GB. Eu sei que o X270 aceita tanto um SSD M2 quanto um de 2,5". Provavelmente, irei ou colocar o M2 de 256 GB que tenho aqui, ou comprar um de 2,5", talvez, de 480 GB.
E ainda, o X270 tem um Slot WWAN, que permite a instalação de um segundo SSD, com um tamanho menor. Assim, eu posso comprar um SSD de 512 GB, com o tamanho 2242. Talvez, colocando a /home nesse SSD externo.
Por outro lado, a CPU, um i5 7300U, atende bem ao que esse notebook promete. é um processador bem econômico e com um bom desempenho. Para navegar na Internet, escrever código e escrever posts, é uma CPU bem competente. Talvez, outro upgrade que eu vá fazer, será o de RAM, de 8 para 16 GB, mas sendo um notebook secundário, eu creio que isso seja desnecessário. Porém, eu gosto que a possibilidade exista.
Meus Notebooks atuais
Agora, estou com os três notebooks. O L390, continua como principal, até eu comprar uma Workstation. Talvez, um P52? É um modelo bem robusto e que me atenderia bem. O Inspiron 5558, volta a ser o meu notebook de testes. Ele funciona demais para ser descartado e sou apegado demais para passar pra frente. E o X270, se torna o meu novo notebook de viagens.

E quanto ao Nippybox?
E quanto ao Nippybox, acho que ele realmente se firmou com o meu Desktop por padrão, já que estou usando ele nos meus três notebooks. E acho que assim, consiguirei fazer um bom ambiente para vários tipos de uso e talvez, no futuro, eu escreva sobre o meu Linux Perfeito no X270 e um novo artigo sobre o Nippybox.
