O meu Linux Perfeito num Thinkpad
28 Feb 2026 (updated: 28 Feb 2026 )
Para mim, a melhor (e a pior) coisa do Linux é a flexibilidade e a liberdade de fazer o que você quiser. Dito isso, eu tenho o meu Linux Perfeito com uma estratégia simples: Quero algo altamente funcional e que seja simples.
Distribuição Base: Arch Linux, um excelente Rolling Release
A distribuição de minha escolha é o Arch Linux. Justamente por dois motivos: O Arch funciona muito bem.
E o outro motivo, é que odeio ter que reinstalar o sistema a cada atualização de versão ou ter que enfrentar uma lista interminável de bugs, como já aconteceu comigo na transição do Ubuntu 23.10 para o 24.04; tudo bem, fui afoito e atualizei no primeiro dia; e pelo Arch ser Rolling Release, ele se atualiza constantemente e assim não preciso ficar reinstalando o sistema.

Eu estou na base Arch desde Agosto de 2024, quando testei o Crystal Linux com Gnome, e desde então gostei muito dessa base que eu queria tanto usar. Depois do Crystal, fui para o Arch com Gnome, Crystal Linux com KDE Plasma; que é inconcebivelmente ruim, uma das piores que já usei; EndeavourOS com KDE, o Archcraft por uns tempos e por fim, o Arch com o Openbox.

Apesar de estar testando o Alpine em outro projeto, eu gosto mais do Arch para ser o meu Daily Driver.
Kernel Utilizado: Em time que está ganhando, não se mexe
Essa é uma parte que eu realmente não mudo, eu sempre uso o Kernel Padrão, independentemente da distro. No caso do Arch, estou usando o Kernel mais atualizado possível, mas é simplesmente por que isso funciona bem pra mim. Mas eu poderia usar o LTS? Sim, também me serviria bem.
Sistema de Arquivos: O bom e velho EXT4
Enquanto que no Windows, a única opção é o NTFS; que é bem decente; no Linux tem mais opções de sistema de arquivos. A mais usada é o EXT4, e é essa que eu uso justamente por ser simples e funcional. Sei que tem melhores; como o Btrfs, mas eu simplesmente não preciso de muitos dos recursos desse sistema de arquivos.
Ambiente Gráfico (DE/WM): O Simples e Flexível
Esse é outro departamento onde o Linux se destaca pelas opções. Eu já usei o Mate, Gnome, KDE Plasma, Cinnamon e estou testando o XFCE no Alpine. Mas o meu favorito é o Openbox.
Apesar dele não ter uma atualização relevante há uma década, o Openbox é extremamente flexível e ele funciona bem. Inicialmente ele é assim, basicamente uma tela em branco em que a única coisa que pode ser feita é clicar com o botão direito par abrir o menu do Gerenciador de Janelas.

Mas, ele pode ser transformado. Esse é o meu Openbox, que é um pouco mais parecido com o Gnome, que é um leiaute que eu gosto. Barra superior com as informações mais relevantes e a bandeja do sistema e uma doca na parte de baixo, com os aplicativos de todas as áreas de trabalho.

Gerenciamento de Pacotes: A Tríade
Para o Gerenciamento de Pacotes, eu uso três gerenciadores de pacotes: Pacman, Yay e o Flatpak. E os três funcionam bem, e falando sobre cada um deles:
-
Pacman: O Gerenciador de Pacotes padrão do Arch Linux, em que os comandos saem um pouco da curva, como o
pacman -Spara instalar pacotes ou opacman -Syupara atualizar o sistema. E sim, tem uma “Pedra de Rosetta” para poder comparar os comandos do Pacman com outros gerenciadores de pacotes de outras distros. -
Yay: O “Yet another Yogurt” ou
yayé um AUR Helper. O AUR, ou “Arch User Repository”, é um repositório comunitário que tem scripts de instalação que automatizam a compilação e instalação de pacotes que não existem nos Repositórios Oficiais e é mantido pelos próprios usuários. Apesar do processo de instalação de um pacote do AUR ser relativamente fácil, os ajudantes de AUR facilitam muito o gerenciamento desses pacotes. -
Flatpak: O Flatpak é outro tipo de pacote, mas esse tipo de pacote é compatível com todas as distros que o suportam. Eles são isolados do restante do sistema, as dependências já são incluídas (os runtimes), além de serem atualizados de forma independente do restante do sistema. É o meu meio principal de instalação de programas no Linux. O único ponto negativo, é que os Flatpaks ocupam bem mais espaço em disco, mas são pacotes mais seguros.
Outras Dicas
Mas como sempre, há algumas outras dicas que podem ser bem úteis para quem quer se meter a usar o Arch Linux.
Dica #1: Correr do AUR como o Diabo corre da Cruz
Apesar do AUR ser maravilhoso, ele é a minha última opção, quando não tenho mais nenhuma alternativa de onde encontrar o pacote que quero. Tudo isso, por um motivo: Os pacotes do AUR, em geral, são suportados pelos usuários.
E é aquela coisa: Se não está nos repositórios oficiais, pode ter uma chance maior de dar problemas, então eu prefiro usar os pacotes do AUR, quando o pacote que quero não existe nos repositórios oficiais ou em Flatpak ou quando a versão Flatpak é limitada em recursos e/ou tem um desempenho ruim.
Dica #2: Usar Flatpak onde possível
O que chegamos na segunda dica: Usar Flatpak onde for possível. E a razão é simples: Por serem pacotes isolados do restante do sistema e serem um empacotamento diferente, esse empacotamento é bem útil para aplicativos que se atualizam constantemente (com o Discord) ou quando o Binário só existe no AUR (como o OnlyOffice).
Dica #2: TLP para a Bateria durar mais
Essa é uma dica essencial para quem tem notebook: use o TLP. O TLP é uma ferramenta que otimiza o sistema para economizar a bateria do notebook. E é basicamente “instalar e esquecer”, mas tem coisas que podem ser configuradas para que o sistema seja ainda mais otimizado para a economia de bateria.